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0 Livro de
ISAlAS
Ross E. Price
Introdução
A. Importância
O livro de Isaías faz parte dos chamados “Profetas Maiores”. Ele é o rei entre todos
os famosos mensageiros de Israel. Os escritos que levam seu nome estão entre os mais
profundos de toda a literatura, e sua profecia é incomparável no que diz respeito à exce
lência e distinção. Isaías, portanto, não encontra paralelos e se sobressai em relação aos
outros profetas pela força da sua personalidade, sabedoria e habilidade de estadista,
pelo poder da sua oratória e pela clareza de suas idéias. Seu ministério foi oportuno e de
grande influência. Os últimos quarenta anos do oitavo século a.C. produziram grandes
homens, mas o maior de todos foi o profeta Isaías. Seu nome significa “o
S
enhor
é salva
ção”, e ele freqüentemente faz uso de jogos de palavras com seu próprio nome, ou de seus
cognatos, para ressaltar seu tema central: “Salvação pela fé”.
B. O Mundo nos Dias de Isaías
0 pano de fundo histórico do livro de Isaías está em 2 Reis 15—20 e 2 Crônicas 26—32.
1)
Politicamente,
forças mundiais estavam em conflito por supremacia. A Assíria, o
colosso do nordeste, dominava a cena. A vigésima terceira dinastia ocupava o poder no
Egito no início do ministério de Isaías, e as vigésima quarta e vigésima quinta a segui
ram antes de sua morte. A cidade de Roma foi fundada somente alguns anos depois do
seu nascimento. A era micênica estava com os dias contados na Grécia com o surgimento
das famosas cidades-estado. Na época do nascimento de Isaías, o Reino do Norte de
Israel, com sua capital em Samaria, estava a apenas um quarto de século da sua queda.
A Síria conheceria a sua ruína durante os últimos anos de Isaías.
De acordo com o início do seu livro, Isaías profetizou em Jerusalém durante os rei
nados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias. A tradição diz que ele enfrentou a morte nas
mãos do rei ímpio Manassés. Sabemos que sua grande experiência no Templo (cap. 6)
ocorreu no ano da morte de Uzias, e ele ainda estava ativo durante o cerco de Jerusalém
causada pelo rei da Assíria, Senaqueribe, em 701 a.C.
Ainda jovem, Isaías testemunhou o desenvolvimento rápido de Judá em um forte
estado comercial e militar. Sob o reinado de Uzias, Judá alcançou um grau de prosperi
dade e poder que não havia desfrutado desde os dias de Salomão. Judá tinha cidades
fortificadas, torres e fortalezas, um grande exército e um porto comercial no mar Verme
lho. Seu comércio interior havia crescido, impostos eram pagos a Judá pelos amonitas e
guerras bem-sucedidas eram promovidas contra os filisteus e os árabes. Esse era o qua
dro durante os longos 52 anos do próspero reinado de Uzias.
No reinado de Jotão, os assírios voltaram seus exércitos para o lado oeste e sul visando
a conquista mundial. Cidade após cidade, incluindo finalmente Damasco, na Síria, foram
reduzidas a entulho ou então obrigadas a pagar impostos à Assíria. Esse fato levou Rezim,
da Síria, e Peca, de Israel, a formar uma aliança para resistir ao agressor. Eles chegaram
à conclusão que era imperativo recrutar a ajuda de Judá na oposição deles ao avanço
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assírio. Assim, o rei Acaz foi intimado a participar dessa aliança. Quando recusou-se a
fazê-lo, Rezim e Peca declararam guerra a Judá, para forçá-lo a participar do seu pacto ou
para destroná-lo e colocar o filho de Tabeal no trono de Davi (2 Rs 16.5; Is 7.6). A batalha
que se sucedeu é conhecida como a guerra siro-efraimita (734 a.C.).
Ezequias sucedeu Acaz, e embora herdasse uma carga pesada de tributos estrangei
ros do reinado de seu pai, ele instituiu reformas ao derrubar os postes-ídolos e remover
os lugares altos com seus altares (2 Rs 18.4,22). Ele ordenou a adoração diante do verda
deiro altar em Jerusalém e chegou a convidar aqueles que ficaram no Reino do Norte
para celebrar a Páscoa com Judá em Jerusalém (2 Cr 30.1).
A queda do Reino do Norte ocorreu em janeiro de 721 a.C., diante de Sargão II da
Assíria. Ele levou mais de 27.000 cativos e trouxe colonizadores da Babilônia para assentá-
los no lugar deles nas cidades adjacentes a Samaria (2 Rs 17.6, 24). Judá somente esca
pou por se dispor a pagar uma elevada carga tributária.
Quando Ezequias faleceu, seu filho Manassés o sucedeu no trono de Judá. Ele ime
diatamente abandonou as reformas do pai, enfrentando, dessa forma, a oposição do pro
feta. Manassés derramou muito sangue (2 Rs 21.2-16) e, de acordo com Epifânio,1 serrou
Isaías ao meio — no entanto, não antes de o profeta ter nos deixado algumas das maiores
profecias messiânicas das Escrituras Sagradas.
2)
Socialmente,
havia as classes pobre e rica no tempo de Isaías, com o costumeiro
abismo entre ambas. Prevaleciam abusos, ressentimentos, mal-estar, exploração, roubo
de terras, extorsão e despejo. Governos de cidades corruptos e juizes que aceitavam su
borno tornaram a vida miserável para os pobres. Luxúria e ociosidade unidos à indife
rença para com o sofrimento dos outros caracterizavam aqueles que eram prósperos. A
embriaguês seguia sua trilha costumeira e aumentava a pobreza, tristeza e aflição.
3) As
condições religiosas
estavam longe do ideal. O baalismo havia se infiltrado na
adoração, tanto nas classes mais elevadas como nas baixas. Costumes supersticiosos do
Oriente e a adoração horripilante a Moloque haviam poluído a religião pura. Faltava
fibra moral e os padrões éticos eram baixos. Os profetas comuns estavam ocupados de
mais com bebidas fortes para dar atenção ao bem-estar das pessoas. E mesmo se tives
sem disposição em ajudá-las, careciam de qualquer mensagem verdadeira e de poder. As
mulheres eram vulgares, sensuais, bêbadas, mimadas e negligentes.
Os impostos do Templo haviam sido aumentados, mas podia se ver um divórcio cres
cente entre religião e vida. A devoção religiosa era somente uma atividade formal imitada
por aqueles que careciam da verdadeira compreensão de Deus e suas ordenanças. Cultos a
Deus destituídos de ânimo eram poluídos com a adoração de outros deuses e a terra estava
cheia de ídolos diante dos quais ricos e pobres se curvavam. Adivinhos e feiticeiros tinham
muitos clientes. Percebia-se em toda parte orgulho e auto-satisfação, o que levava o povo a
esquecer-se de qualquer dependência de Deus. Isaías lamentou o ritual meramente mecâ
nico e convocou o povo a retornar a uma adoração sincera e espontânea.
C. O Homem
1)
Seu nascimento.
Isaías nasceu em tomo de 760 a.C., embora alguns estudiosos da
Bíblia entendam que seu nascimento ocorreu em 770 a.C.2 Ele era nativo de Jerusalém, no
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